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Arquitetura e fronteira Community

A arquitetura open-core separa uma fundação Community executável das capacidades privadas que a edição Enterprise adiciona. A dependência segue uma direção única:

Enterprise → Community

O Community nunca precisa do código Enterprise para compilar, iniciar ou executar seus workflows.

Componentes publicáveis

Componente Papel
Backend Community Aplicação Java 21/Spring Boot com modelo, persistência, rotinas, serviços, APIs e execução síncrona
Front Community SPA Vue/Vite separada do backend, com páginas e componentes da edição aberta
Runtime Info Contrato público carregado antes do login para identificar edição e opções realmente selecionáveis
Documentação Jornadas, dados, referências e troubleshooting ligados à versão publicada

Backend e front são construídos separadamente. O backend não incorpora o código-fonte ou o dist da SPA no repositório; o empacotamento de release combina artefatos compatíveis em uma etapa própria.

Descoberta de capacidades

A edição não é escolhida por uma variável genérica. O runtime é determinado pelos artefatos e implementações presentes.

O front consulta Runtime Info antes de montar a aplicação:

  • listas available... contêm somente opções executáveis no runtime atual;
  • catálogos ...Options podem mostrar capacidades Enterprise bloqueadas para explicar o caminho de evolução;
  • uma opção bloqueada nunca habilita chamada, rota ou componente Enterprise no bundle Community.

Essa regra evita que a tela ofereça um modelo de forecast ou um modo de Supply Planning que o backend não consegue executar.

Fronteira funcional

Área Community Enterprise
Demand Planning modelos estatísticos clássicos, sell-out, splits históricos e Planning Book material-location modelos e tratamentos avançados, AutoFit privado, sell-in, Sales Orders, colaboração e agregações avançadas
Supply Planning motor heurístico, fair share, plano restrito e Planning Book material-location optimizer, process chain, restrições e modelos avançados
Dados material, location, UOM, sell-out, estoque, malha e produção necessários aos workflows Community documentos, custos, finanças, GIS e famílias específicas das capacidades privadas
Execução chamadas síncronas e histórico de processo filas, workers, batch e execução distribuída
Segurança login simples, senha com hash e administração básica SSO e políticas avançadas
Experiência páginas Community e itens Enterprise claramente bloqueados rotas, componentes e ações das capacidades privadas

O catálogo de dados documenta a plataforma completa e qualifica contratos que podem variar por edição. A disponibilidade efetiva deve sempre ser confirmada pelo Runtime Info e pela documentação da release.

Persistência e operação

O backend Community foi desenhado para trabalhar com bancos relacionais suportados pela edição aberta. Configuração de conexão, migração de schema, compatibilidade e backup serão publicados por versão; não use exemplos de desenvolvimento como contrato de produção.

Execuções Community são síncronas. A interface precisa mostrar aceite, conclusão ou falha sem pressupor uma fila privada. Quando uma capacidade Enterprise não está presente, o backend deve rejeitar a solicitação com erro claro em vez de simular sucesso.

Extensão sem dependência reversa

Pontos de extensão existem somente onde o núcleo precisa delegar uma capacidade opcional. O Enterprise fornece a implementação real e pode enriquecer o resultado Community; não substitui o núcleo por services vazios ou por uma segunda cópia completa do mesmo processo.

Essa disciplina produz três propriedades importantes:

  1. o Community continua compreensível e executável sozinho;
  2. a edição privada reaproveita modelo, validações e cálculo compartilhados;
  3. a documentação consegue explicar uma base comum sem esconder diferenças de edição.

Continue no primeiro workflow de planejamento.