Supply Network Planning e Design¶
Este domínio responde a duas perguntas relacionadas, mas diferentes:
- Network Design: quais fábricas, centros de distribuição, fornecedores, rotas e capacidades devem compor a malha?
- Supply Planning: como a malha disponível deve produzir, comprar, transferir e posicionar estoque no horizonte tático?
Separar as perguntas é importante. Network Design altera as alternativas estruturais; Supply Planning testa como uma malha existente responde à demanda.
Caminho na plataforma¶
Use Supply Chain Planning → Supply Network Explorer para validar dependências. Analise o resultado tático em Supply Chain Planning → Planning Book, Supply Plans ou Constraint Tracker.

Network Design: brownfield e greenfield¶
Network Design é uma capacidade de otimização Enterprise.
- As-is reproduz a malha atual e estabelece o cenário de controle.
- Brownfield parte dos ativos e compromissos existentes e avalia quais locations, conexões ou capacidades devem mudar.
- Greenfield sugere candidatos e decide quais locations devem ser ativadas sem exigir a preservação da malha atual.
A ativação e desativação de candidatos é resolvida por um objetivo global. A comparação pode equilibrar custos logísticos fixos, frete de primeiro e segundo tier, custos de produção e matéria-prima, capacidade, serviço, estoque, tributos e margem. Uma rota isoladamente mais barata não produz necessariamente uma malha melhor se deslocar custos ou restrições para outro ponto.
Cada cenário estrutural deve declarar locations candidatas, fluxos elegíveis, custo de ativação ou capex, capacidade, lead time, território de atendimento e objetivo econômico.
Modelos de execução¶
Um modelo de execução define como as necessidades percorrem a malha e como produção, compra, transferência e estoque são calculados. Community executa o modelo heurístico. Pro / Enterprise também pode usar otimização simultânea; uma Process Chain Enterprise orquestra etapas, mas não é por si só um motor de cálculo.
Heurístico sequencial¶
O heurístico Community é um caminho de MPS/MRP e Supply Planning determinístico, orientado pelas dependências e prioridades explícitas da malha. Ele interpreta materiais, listas técnicas multinível, versões de produção, roteiros, capacidades, lead times, estoque e ordens abertas para construir as três séries do plano.
O fluxo vigente segue esta sequência:
- ordena os pares material–location por low-level code;
- percorre os níveis da demanda para as fontes de suprimento e gera o baseline do Unconstrained Plan;
- nivela a produção planejada contra a capacidade produtiva disponível;
- repropaga componentes, compras e transferências afetados pela realocação até a cadeia convergir;
- inicia o Constrained Plan com a mesma fotografia nivelada e aplica os cortes de viabilidade;
- atualiza o Working Plan com a série escolhida pelo perfil.
O heurístico não compara todas as combinações sob uma função objetivo global. A ordem do low-level code, as prioridades de versões e rotas e as regras de fair share tornam a decisão reproduzível e explicável.
Low-level code¶
Low-level code é a ordenação topológica usada para planejar uma rede com distribuição e produção multi-etapa. A unidade ordenada é a DFU material–location, e não apenas o material: o mesmo item pode ocupar níveis diferentes em locations diferentes.
O nível 1 representa a demanda em clientes finais ou regiões comerciais. Os níveis seguintes caminham para montante: primeiro os pontos que abastecem diretamente a demanda, depois suas origens logísticas e os componentes consumidos por listas técnicas, até chegar a fábricas, pontos de transbordo e fornecedores. Assim, uma necessidade de produto acabado é calculada antes de gerar a necessidade de seus componentes.
O número do nível não expressa custo, importância comercial nem prioridade de atendimento. Ele expressa dependência de cálculo. DFUs inativas ficam fora da ordenação; um ciclo em linhas prioritárias ou listas técnicas impede uma ordem topológica finita e faz a execução falhar explicitamente para que a malha seja corrigida.
Nivelamento de capacidade no heurístico¶
No Community, o nivelamento de capacidade faz parte da execução heurística padrão; não é uma opção editável do perfil. Ele reorganiza a produção planejada dentro do Unconstrained Plan antes da rodada restrita:
- reserva capacidade para ordens firmes e para quantidades planejadas que não fazem parte da rodada atual;
- tenta a versão produtiva original no período da necessidade;
- tenta outras versões locais elegíveis com a mesma lista técnica;
- usa build-ahead, recuando até o período presente quando não há capacidade no período requerido;
- para o residual, tenta origens produtivas ligadas por rotas inbound viáveis, na prioridade efetiva de cada rota e considerando o lead time;
- quando necessidades concorrem pelo mesmo recurso e período, distribui a capacidade por fair share;
- mantém na linha original qualquer residual que não pôde ser realocado.
O último passo preserva a finalidade do Unconstrained Plan: mostrar a necessidade completa. A capacidade orienta onde e quando o volume pode ser produzido, mas o residual não é apagado nem transformado prematuramente em falta. A redução final aparece no Constrained Plan.
Quando o nivelamento muda uma location ou um período produtivo, a plataforma percorre novamente a cadeia por low-level code. Produção local viável é tentada antes do fallback inbound; somente os novos incrementos de produção dependente voltam a consumir o ledger de capacidade. As passagens terminam quando produção e inbound deixam de mudar. Se a cadeia não convergir dentro do limite derivado de sua profundidade, a execução falha explicitamente em vez de persistir um plano instável.
Otimização simultânea¶
Pro / Enterprise acrescenta modelos que podem decidir produção, compras, transferências, estoque, atendimento, backlog e alternativas estruturais em conjunto, contra objetivos de serviço ou econômicos. Esse caminho é indicado quando prioridades sequenciais não bastam e a decisão exige comparar trade-offs globais.
Produção multi-etapa¶
Processos produtivos multi-etapa são modelados pelo encadeamento de listas técnicas e versões de produção com recursos e roteiros. A plataforma interpreta automaticamente as dependências entre componentes e ordena o cálculo por nível de produção. O planejador não precisa executar uma etapa industrial por vez.
Um modelo válido define, para cada material produzido, ao menos uma versão elegível, sua lista técnica, roteiro, recurso, conversão, lote ou múltiplo e location aplicável.
Planos irrestrito, restrito e de trabalho¶
- Unconstrained Plan mostra a necessidade completa antes dos cortes finais de viabilidade. O nivelamento pode reorganizar onde e quando produzir, mas preserva qualquer residual não alocado.
- Constrained Plan aplica capacidades, estoque, lead times, elegibilidade, lotes e demais restrições ativas.
- Working Plan é a versão operacional escolhida após a execução e pode receber ajustes manuais aprovados.
A comparação deve identificar mais do que uma falta. Para cada material-location-período, o planejador precisa entender:
- se o gap vem de capacidade produtiva, logística, material, estoque, elegibilidade ou lead time;
- qual demanda ou venda é afetada e em que quantidade;
- quantas horas, throughput, armazenagem, transporte ou redução de lead time seriam necessários para atender plenamente;
- se outra origem, versão produtiva, período ou política resolve o problema.
No Community, o resultado restrito é produzido pelo heurístico e não deve ser apresentado como ótimo matemático global. Enterprise compara alternativas simultaneamente e oferece explicabilidade causal e econômica mais profunda.
Dados necessários¶
- materiais, locations e unidades de medida;
- malha de transporte com versões, rotas e materiais elegíveis;
- estrutura produtiva, recursos e roteiros;
- posições de estoque, ordens abertas e Demand Plan;
- capacidades produtiva, de armazenagem, inbound, outbound e transporte;
- lead times, lotes, múltiplos, custos produtivos, custos logísticos e de location, configuração do Supply Planning e políticas de estoque.
As famílias de saída estão documentadas no Supply Plan.
Jornada recomendada¶
- Modele e reconcilie a malha as-is.
- Valide rotas, listas técnicas, roteiros, recursos, versões, unidades e custos.
- Execute o Unconstrained Plan, quantifique a necessidade total e revise a alocação proposta pelo nivelamento.
- Execute o Constrained Plan e localize os gaps.
- Explique a demanda afetada e a capacidade adicional ou redução de lead time necessária.
- Em Network Design Enterprise, defina candidatos e compare alternativas brownfield ou greenfield por um objetivo global.
- Selecione o Working Plan e comunique exceções ao S&OE, DRP, estoque e Finance.
Comparação entre edições¶
| Capacidade | Community | Pro / Enterprise |
|---|---|---|
| Cadastros de malha, listas, roteiros, recursos e versões produtivas | Incluídos | Incluídos com governança e escala gerenciadas |
| MPS/MRP multi-etapa | Incluído; cálculo heurístico orientado por dependências | Incluído; execução heurística ou otimizada |
| Plano restrito por capacidade produtiva e lead time | Incluído pelo balanceamento heurístico | Incluído com otimização simultânea e restrições avançadas |
| Unconstrained, Constrained e Working Plans | Incluídos | Incluídos com comparação e explicabilidade avançadas |
| Planning Book básico de produção | Incluído com capacidade agregada e ajuste do Working Plan | Planning Books avançados e visões analíticas adicionais |
| Seleção brownfield / greenfield | Não incluída | Enterprise; ativação e desativação otimizada de candidatos |
| Otimização global da malha | Não incluída | Enterprise; fluxos, produção, estoque, serviço, custos e margem resolvidos em conjunto |
| Análise detalhada de Supply Network Flows | Não incluída | Leitura e visões analíticas Enterprise |
Continue em S&OE e Line Sequencing para execução detalhada ou no case de malha industrial para um processo reutilizável de cenários.